LABORATÓRIO DE VIROLOGIA

PESQUISADOR PRINCIPAL

· Weber Cheli Batista - Biomédico, Doutor em Biotecnologia/Universidade Federal do Amazonas/ UFAM.

EQUIPE

· Glauciane de Silva Bifano Tavares - Bióloga, Mestre/PGBIOEXP/UNIR, Técnico de Laboratório/IPEPATRO/CEPEM.

· Maiara Martiniano de Oliveira Moreira Mendes - Estudante de Biomedicina, estagiária IC/IPEPATRO.

· Patrícia Daniele Travagini Castro - Estudante de Biomedicina, estagiária IC/IPEPATRO

· Gleense dos Santos Cartonilho - Biomédico, Mestrando/PGBIOEXP/UNIR.

 

COLABORAÇÕES

COLABORADORES NACIONAIS

  • Luiz Tadeu Moraes Figueiredo - Médico, Doutor, responsável pelo Centro de Pesquisa em Virologia/ FMRP-USP.
  • Victor Hugo Aquino, Bioquímico - Doutor. Docente/FCLFRP-USP, Coordenador de Pós-Graduação do Centro de Pesquisa em Virologia.
  • Benedito Antonio Lopes da Fonseca - Médico, Doutor, responsável pelo Laboratório de Virologia Molecular/ FMRP-USP.
  • Herman Schatzmayer - Médico Veterinário, Doutor, responsável pelo Laboratório de Virologia e Laboratório de Flavivirus da FIOCRUZ.
  • Sérgio Oliveira de Paula - Médico Veterinário, Doutor, Universidade Federal de Viçosa.
  • Cláudia Duarte Nunes, Bióloga, Doutora, responsável pelo Laboratório de Virologia do Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP).
  • Paolo Zanotto - Biólogo, Doutor, responsável pelo Laboratório de Evolução Molecular de Vírus/ICB/USP.
  • Spartaco Astolfi Filho - Biólogo, Professor Titular, responsável pelo Centro de Apoio Multidisciplinar (CAM) da Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

COLABORADORES REGIONAIS

  • Eduardo Resende Honda - Farmacêutico Bioquímico, Responsável pelo Laboratório de Plataforma Técnica do Centro de Pesquisa em Medicina Tropical de Rondônia (CEPEM).

PROJETOS DE PESQUISA EM ANDAMENTO

  • Epidemiologia Molecular de Arbovírus. Palavras-chave: Dengue, Febre Amarela, Arbovírus, Rondônia e Epidemiologia Molecular.

 

Entre as arboviroses, as transmitidas por mosquitos e causadas por Flavivírus são as mais importantes causadoras de surtos ou epidemias. A identificação e caracterização molecular de Flavivirus é importante para alertar a vigilância epidemiológica de uma região. No Laboratório de Virologia - Arbovírus realizou-se o diagnóstico de Flavivirus, principalmente os vírus da dengue sorotipos 1, 2 e 3, através de Isolamento viral e RT-PCR utilizando primers Universais. Como constante ato de Vigilância Epidemiológica coletou-se amostras de soro de pacientes com suspeita clínica de flaviviroses nos municípios de Porto Velho, Ariquemes, Cacoal, Rolim de Moura, Jarú, Ouro Preto D’Oeste, Espigão do Oeste, Vilhena e Ponta do Abunã. Submeteu-se as amostras a extração do RNA viral por método do TRIzol®, em seguida realizou-se uma RT-PCR com os pares de primers FLAV1/FLAV2 e outra com FG1/FG2 que identificam Flavivírus. Com os primers FLAV1/FLAV2 é possível identificar preliminarmente as flaviviroses, baseado no tamanho dos amplicons, porém não faz distinção dos sorotipos do vírus da dengue. Os primers FG1/FG2 caracteriza os Flavivírus através de uma Hemi-nested-PCR, assim possibilitando a sorotipagem do vírus da dengue. Os primers mostraram-se eficientes nos estudos de gênero viral e sorotipagem do vírus da dengue. As amostras foram identificadas pelos primers Universais FLAV/FLAV2 e FG1/FG2 e caracterizadas como dengue sorotipo 3 através da Hemi-nested-PCR. Conclui-se que os primers FLAV1 e FLAV2 são para o diagnóstico rápido de flaviviroses na região e os primers FG1 e FG2 para caracterização do sorotipo viral através de uma Hemi-nested-PCR. Fonte de Financiamento: IPEPATRO.

 

  • Caracterização e tipagem molecular do sorotipo de virus da dengue em Rondônia. Palavras-chave: Epidemiologia Molecular, Vigilância Epidemiológica, Dengue e Rondônia.

 

A caracterização molecular e a subtipagem do vírus da dengue além de determinar o sorotipo circulante na região e a origem do vírus nos auxilia no estabelecimento de uma correlação de virulência das amostras estudadas. Para identificar os sorotipos do vírus da dengue circulante no Estado de Rondônia foram coletados 84 amostras de soros de pacientes entre os meses de janeiro de 2008 a fevereiro de 2009. As amostras foram submetidas a isolamento viral em culturas de células C6/36. Todas as amostras foram submetidas à extração pelo método do TRIzol® independente de apresentar efeito citopático ou não. Em seguida, realizou-se a RT-PCR com os primers e a metodologia citados acima tanto para identificar o vírus, quanto para identificar o sorotipo viral. Das 84 amostras, 44 foram positivas para Flavivirus e 40 negativas. As positivas foram sorotipadas como sendo vírus do dengue tipo 3. Cinco amostras foram escolhidas aleatoriamente, tendo parte do seu genoma seqüenciados e comparados com das seqüências genômicas existentes no GeneBank. Foram submetidas ao programa Clustal W onde formam alinhadas e também construiu-se uma árvore filogenética através do método neighbouring joining, indicando que a cepa de dengue sorotipo 3 isolado em Rondônia é a mesma que circula em outras regiões do Brasil. Todas amostras caracterizadas foram submetidas a RSS-PCR, para saber a origem da cepa circulante no Estado, 43 amostras foram classificadas como tipo C, com origem provável na América Central, Indonésia ou Sri Lanka, corroborando com a literatura especializada e uma amostra do B de origem provável nas Filipinas ou Indonésia, sendo este um resultado inédito. Atualmente repete-se as coletas como forma de Vigilância Epidemiológica para saber a origem do dengue sorotipo 3, variante 5. Fonte Financiadora: IPEPATRO.

PUBLICAÇÕES

PUBLICAÇÕES EM REVISTAS INDEXADAS

  • AQUINO, V. H. ; AMARILLA, A. A.; AFONSO, H. L.; BATISTA, W. C.; FIGUEIREDO, L. T. M.. New Genotype of Dengue Type 3 Virus Circulating in. Plos One, v. 4, p. 1-8, 2009.

ARTIGOS ENCAMINHADOS PARA A PUBLICAÇÃO:

  • BATISTA, W.C.; HONDA; E. R.; VIEIRA, D. S.; BIFANO, G. S.; PEREIRA, S.S.; TADA, M.S..Notification of the first isolation of Cacipacore virus in human in the State of Rondonia..Submetido a Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical.

ORIENTAÇÕES EM ANDAMENTO

ORIENTAÇÃO DE MESTRADO

· Gleense dos Santos Cartonilho, Epidemiologia molecular de arbovírus circulantes na região de fronteira entre Guajará-Mirim e Guayaramerím. IPEPATRO/LACEN/SESAU.

 

ORIENTAÇÃO DE IC

· Maiara Martiniano de Oliveira Moreira Mendes, Análise Epidemiológica Molecular de Arbovírus nos Municípios no eixo da BR-364 em Rondônia. Financiamento: PIBIC/CNPq/IPEPATRO, com colaboração da Secretária Estadual de Saúde de Rondônia.

· Patrícia Daniele Travagini Castro, Análise epidemiológica molecular do vírus da dengue no Estado de Rondônia. Financiamento: PIBIC/CNPq/IPEPATRO, com colaboração da Secretária Estadual de Saúde de Rondônia.

BALANÇO DO ANO DE 2009

Em 2009, o Laboratório de Virologia - Arboviroses atuou nos municípios de Rondônia fazendo o diagnóstico molecular e sorológico do vírus da dengue, muitas vezes assumindo o papel do LACEN, sempre com o apoio do Dr. Mauro Shugiro Tada, diretor geral do CEPEM e Taísa Coutinho, representante do Ministério da Saúde no Estado. Sempre mostrando presteza e rapidez no atendimento dos municípios e na divulgação dos resultados, nos tornamos referencia estadual para a identificação do vírus da dengue, necessitando nesse momento tornarmos laboratório de referencia, pois todas amostras são referenciadas no Instituto Evandro Chagas, onde perdemos material que poderia ser usado para publicação de artigos em revistas. No ano em questão, no quesito pesquisa de ponta, o Laboratório de Virologia - Arbovírus, foi deficiente e com isso não gerou publicações em revistas de impactos, nem participações em congressos, isso se deve também ao número de membros da equipe, que foi reduzido a 4 pessoas.

A estrutura física do laboratório continua a mesma desde 2003, enquanto outros laboratórios de virologia brasileiros recebem investimentos com construção de salas NB2 e NB3, nós perdemos espaço para outro laboratório. Como exemplo pode usar o Laboratório de Arbovírus do Instituto Evandro Chagas que tem pelo menos 300m2 em relação ao nosso que possui pouco mais de 30m2. Dessa forma há limitação dos materiais biológicos que podemos receber para fazer o isolamento viral.

A aquisição de um Trailer Laboratório facilitou a mobilidade do Laboratório de Virologia - Arbovírus, porém ainda não foi testado em toda sua capacidade por causa de transtornos independentes da vontade da Instituição e dos Pesquisadores. Foi utilizado em 2010 pelo Laboratório de Sorologia na Ação Global do SESI, prestando-se muito bem para que foi adquirido.

Portanto, é importante a reestruturação física do laboratório de virologia - Arbovírus, manter sempre contato com o Estado para promover a Vigilância Epidemiológica em busca de novos arbovírus e maior participação em congressos nacionais e internacionais.

PLANO DE TRABALHO PARA 2010

Para 2010, os dados obtidos da Vigilância Epidemiológica pelo Laboratório de Virologia - Arbovíroses serão compilados e transformados em artigos. Nesse ano, será de grande importância o treinamento externo de membros da equipe para o retorno com inovações sobre o funcionamento do laboratório, novas tecnologias que poderão ser desenvolvidas e principalmente fazer novos contatos com virologistas brasileiros ou estrangeiros. Aguardamos que as instituições de fomento voltem a financiar projetos ligados a arbovíroses, pois já há algum tempo que isso não acontece.

Notadamente, como já foi discutido em reunião sobre equiparação salarial pela FIOCRUZ, haverá a possíbilidade em associação com o Prof. Dr. Luiz Tadeu Moraes Figueiredo, e aprovação do Prof. Dr. Luiz Hildebrando Pereira da Silva, darei inicio ao meu pós-doutorado no Centro de Pesquisa em Virologia da FMRP-USP, para melhorar minha qualificação diante a administração do Laboratório de Virologia - Arbovíroses.

Apesar de o laboratório estar se tornando referência no Estado para pesquisa de dengue, precisamos isolar novos arbovírus, com isso devemos investir a coleta de material no Laboratório de Fronteira (LAFRON) em Guajará-Mirim para isso. Também precisamos levar adiante o projeto de isolamento viral de primatas não-humanos capturados pelos biólogos na construção das hidrelétricas e também na formação de seu lago. Porém tudo isso depende da construção ou adaptação de uma sala para NB2.

Assim, poderei orientar alunos de mestrados e doutorado pela pós-graduação em Biologia Experimental e também receber alunos intercambiados de outras instituições de pesquisa pertencentes às ramificações da FIOCRUZ e outros Institutos interessados.